sexta-feira, 27 de julho de 2012

MARTA


Lá vem ela, lá vem Dona Marta
Num bailado inebriante
Drible seco feito um vinho
Vinho tinto de sangue
Sangue brasileiro
Sangue africano
Suingue miscigenado

Lá vem ela, essa danada!
Ela passa e sua adversária fica estática
Os idiotas da objetividade
Falam de técnica, malícia, criatividade
Mas vou mandar a real
Vou falar a verdade
Marta é brasilidade

E la vem ela na direção do gol
Olhos arregalados da goleira
Joelhos estivados do torcedor
O grito preso na garganta do locutor
A bola na rede
E na mulher, um sorriso de menina
Marta


London: O poema de hoje é dedicado a jogadora de futebol feminino do Brasil, Marta e a todas as mulheres desse Brasil!

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